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Exaltado Solar, da casta Dawn. Nascido em 727, do calendário do Reino. Profissão: Executor de Dragon-bloodeds Hobbie: Socar, bater, moer, triturar, desmembrar, esfolar e desintegrar Dragon-bloodeds. Prato predileto: Coração de Dragão. Filme predileto: Coração de Dragão.
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Without Mercy!
O 007 das Épocas Antigas
Em homenagem a antigos companheiros de círculo, Isamu e Aoshi, vou comentar aqui sobre uma classe de guerreiros que muito herdaram das técnicas 'night'. Vamos falar sobre os Ninjas. Desde o surgimento dos Exaltados, e depois com a criação da estrutura de castas na sociedade da Primeira Era, é indiscutível a importância dos Nights. Pode se dizer que eles foram os precursores dos espiões em geral. Em todas as épocas, a obtenção de informações é de suma importância para a conquista mundial, tanto no setor político quanto econômico. Atualmente, as pessoas de uma forma geral têm acesso a informações necessárias dos órgãos governamentais e civis do mundo inteiro, por meio do computador. Entretanto, as informações sigilosas não são obtidas com tanta facilidade. Nessas horas é que entram em ação os espiões (versões atualizadas do ninja). São intensas as atividades de espionagem no mundo da indústria produtiva. E os ninjas estão entre esses dois extremos da história da espionagem.

Os ninjas (também chamados de shinobinomono ou onmitsu) infiltravam-se nos outros reinos, averiguavam a sua situação e estruturação, relatando-as ao seu reino de origem ou ainda assassinavam importantes personalidades políticas, incendiavam, provocavam tumultos na sociedade, etc. Originaram-se na China, chegando ao Japão juntamente com a transmissão do budismo. Os ninjas se tornaram mais ativos a partir da metade do século 16, durante o período das guerras civis. Esse período é marcado pela desordem política, com o sistema feudal em crise, passando a existir agricultores que, saindo do sistema de castas, começavam a gozar de poderes políticos. Especialmente os samurais regionais de Iga (atual província de Mie) e Koga, em Oumi (atual província de Shiga), autodenominaram-se como nobushi (agricultores armados), formando bandos para praticarem roubos noturnos e assaltos. Durante o período das guerras civis, daimios de todo o país contrataram-nos para se utilizarem de suas técnicas de ninjutsu (arte marcial de espionagem dos ninjas). Estes ninjas foram chamados de Igamono e kogamono. Inclusive na ocasião da chegada da frota americana de Perry no século 19, dizem que os ninjas trabalharam fazendo espionagens de reconhecimento detalhado.
As técnicas utilizadas foram divididas em estilo Iga (Igaryu) e estilo Koga (Kogaryu). Dizem que a origem de suas artes estão na escritura “sonshi”, da China, um livro de ciência militar. Partindo da arte de treinar a sabedoria, a mente e o corpo, utilizavam-se da arte de disfarce, tornavam-se invisíveis (escondiam-se com habilidade), aproveitavam-se do descuido das pessoas, armavam estratagemas, agiam de forma ousada e com agilidade e leveza para atingir seus objetivos. Entre seus instrumentos havia flecha com pólvora (para provocar incêndios), shuriken (navalhas de arremesso) de vários tipos, etc. Além disso, possuíam leveza para se locomover sobre os muros e telhados, habilidade para permanecer debaixo d’água por longas horas, técnicas de assassinar pelo teto ou por debaixo do piso, etc. Suas vestes eram de cor azul escura, pois se fossem totalmente pretas destacavam-se à luz do luar. Eram essas também as vestes de trabalho dos agricultores. Eram-lhe exigidos além do corpo, uma mente também forte. Seu peso corporal não podia ultrapassar 60 quilos, respeitavam uma rigorosa dieta, semelhante às dietas modernas, em que não ingeriam carne. Mantinham um corpo e uma mente afiadíssimos.
Muitas vezes, para se evitar derramento de sangue inocente vale a utilização qualquer tipo de técnica? 
Escrito por Anórion Sulin às 20:16
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Parece Mentira
Bem, uma coisa que aprendi nesses milênios foi que não importa o quanto você viva, sempre, a vida prepara algo a mais para te surpreender. Nada neste universo é impossível. Anote o que eu digo. Quer prova disso?
Imagem Ilustrativa
Segundo uma reportagem do jornal Etemaad, uma mulher iraniana diz ter dado à luz um sapo!
Ao escrever isso já posso visualizar a sua reação ao lê-lo. Mas me parece que esta notícia não é algum tipo de trote. Não acredita?
De acordo com o jornal iraniano, a versão foi confirmada pelo ginecologista da mulher, que disse que a menstruação dela estava atrasada em seis meses, quando uma sonografia revelou o que parecia ser um "cisto" no abdômen. Depois de intenso sangramento, a mulher – cuja identidade não foi revelada – teria dado à luz um "sapo cinza". O médico acredita que o "cisto" era a larva do sapo, que teria entrado no corpo da mulher, desenvolvendo-se dentro dela até se tornar um sapo adulto.
Alguns dos entrevistados cogitaram até que tudo não passe de uma desordem genética, chamando atenção para as similaridades da criatura que "nasceu" da mulher e um feto humano. O jornal se refere à criatura como "chamado sapo" e diz que testes anatômicos e genéticos ainda precisarão ser realizados para determinar o que exatamente saiu do corpo da mulher.
No final, a criatura pode não ser um sapo de verdade mas a notícia comprova o que eu disse. Não importa o quanto se viva sempre existirá algo para te surpreender. 
Escrito por Anórion Sulin às 23:13
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Ultra-sonografia 3D
Escrevi muito aqui sobre a cultura nipônica. Ficou parecendo até que este é o único assunto que eu abordarei aqui. Então resolvi fazer uma pausa para trazer outros assuntos tão interessantes quanto. A tecnologia é um dos assuntos que eu gostaria de abordar. Tenho lembranças da Primeira Era, onde a tecnologia aliada a magia criaram maravilhas. Mas também acompanhei a sua derrocada. Fui espectador da queda das civilizações antigas e de todo o seu conhecimento. Agora observo a renascer, e rápida ascenção, da mente humana. Muito pouco influi no desenrolar da história. E o que eu posso fazer, hoje, é, simplesmente, difundir qualquer tipo novo de tecnologia ou conhecimento que tenha surgido nesta época. Vamos começar logo então.
A maioria já deve ter ouvido falar nos novos equipamentos de ultra-sonografia, com a capacidade de expor imagens de fetos em três dimensões. Pois isso já é notícia antiga, um novo tipo de ultra-sonografia em 3D é capaz de produzir as imagens mais nítidas de um útero, até hoje, e de revelar comportamentos desconhecidos dos fetos. As imagens mostram o feto “caminhando”, bocejando, esfregando os olhos e até sorrindo. Até recentemente, acreditava-se que o bebê só conseguia sorrir 6 semanas após o nascimento. As novas imagens mostram que os fetos são capazes de sorrir.
A tecnologia desenvolvida por Stuart Campbell, da clínica Create Health, em Londres, não apenas produz imagens mais detalhadas, mas também registra o movimento fetal em tempo real. Ele diz que a tecnologia mostra, pela primeira vez, que o bebê apresenta comportamento complexo já nos primeiros estágios do seu desenvolvimento.
Entre as revelações permitidas pela nova tecnologia está a descoberta de que após 12 semanas o feto pode chutar, se alongar e se jogar dentro do útero. Nesse período a mãe não é capaz de sentir qualquer movimento. Após 18 semanas, os bebês podem abrir os olhos, embora os médicos acreditassem que as pálpebras só se formassem após 26 semanas. A partir de 26 semanas, os fetos apresentam vários comportamentos típicos dos bebês recém-nascidos: se coçam, sorriem, choram, chupam os dedos e têm soluços.
Esse equipamento será um avanço, também, nas campanhas anti-aborto. Certo! 
Escrito por Anórion Sulin às 01:27
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Vestir uma Armadura Completa é Moleza! =o)
Alguém aí já ficou encomodado em ter que vestir terno e gravata para algum evento especial? Ter que combinar a cor da gravata. Dar aquele nó, que sempre acaba meio torto, e tudo mais? Bem, pelo menos não precisamos de um diploma para nos vestir. Serio! No Japão isso existe. Estive no Japão em diversas Eras e posso dizer que o kimono é um pesadelo. Vamos à aula.
Para usar um kimono, a mulher tem que mudar seu jeito de andar e sentar. Mas bem antes disso, ela passa por um verdadeiro ritual para vestir o traje. São poucas as pessoas especializadas nessa arte. Até obter o diploma de kitsuke, esses profissionais passam por um longo período de aprendizado. A verdadeira arte de vestir o kimono está exatamente na técnica de esconder os detalhes, mostrando apenas a beleza do traje. Ao longo dos séculos o kimono sofreu várias modificações. A partir da era Meiji (1868-1912.) é que os japoneses começaram a usá-lo da forma como conhecemos atualmente: em ocasiões especiais, como casamento, funeral, recepções, cerimônia do chá e festivais.
O kimono é feito a partir de uma peça de tecido de 12 a 13 metros de comprimento por 40 centímetros de largura (medida padrão), cortada em oito partes, costuradas umas às outras. Há vários tipos de kimonos para as mulheres. No caso das solteiras, os trajes possuem cores vivas e bordados mais trabalhados, com fios de ouro e prata. Outro detalhe são as mangas largas e longas (furisode), usadas pelas jovens. Já as senhoras casadas usam quimonos com cores mais sóbrias, bordados mais discretos e as mangas curtas (tomesode). Passado de geração para geração, o kimono acaba se tornando uma relíquia de família. O preço varia muito e geralmente pode chegar a fortunas. Depende muito do bordado, se é usado ou novo e tempo da vestimenta. Os mais baratos custam em torno de US$ 3 mil.
A peça nunca é lavada, devido à delicadeza do tecido, geralmente de seda. Depois de usado, procura-se deixar no mínimo uma semana na sombra. Se houver alguma sujeira, procura-se tirar com benzina. Outra dica importante é que a vestimenta deve ser dobrada e embrulhada em papel arroz (serve para absorver a umidade). Não há o problema do sugimento de odores estranhos. Pois ente as várias partes do kimono uma camada de roupa que podem ser lavadas.
Para as solteiras
As mangas são longas e largas. O modelo em estilo somoyo (várias estampas) serve para qualquer época do ano porque possui os símbolos das quatro estações, como galhos de pinheiro, flores de pêssego e crisântemos.
Para as casadas
Em estilo susomoyo (desenho na barra), este kimono é indicado para senhoras e é muito usado em casamentos e festas.
Não vou descrever os nomes das diversas partes que compõem um kimono feminino completo. Mas posso garantir que são muitas e todas de difissílima complexidade de manuseio. Imagina a sua mulher, que fica horas para se aprontar, tentando vestir um negócio desses! É exatamente dái que provem a calma zen difundida no Japão. A paciência oriental foi uma necessidade, uma questão de sobrevivência. 
Escrito por Anórion Sulin às 00:20
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Bebida Também é Cultura
Em homenagem aos nossos porres (principalmente os do Soren) resolvi falar sobre as bebidas da Terra do Sol Nascente. Algumas pessoas me fizeram perguntas sobre o tema e vou destrinchar aquilo que é do meu conhecimento.

Os mais intimos ao tema já devem ter notado que, de alguns anos para cá, a cachaça brasileira deixou de ser bebida de segunda classe para tornar-se chique – no Brasil, há até marcas com preço de champanhe. Pois no Japão, um ganho de prestígio semelhante vem ocorrendo nos últimos dois anos com o shoochuu, destilado japonês antes renegado aos botecos (izakaya). Agora o ele foi promovido a drinque nobre e faz o maior sucesso também entre mulheres descoladas na faixa dos 20 e 30 anos. Diferente do nihonshu, conhecido como sake, que é fermentado, o shoochuu é destilado (vaporizado e em seguida condensado), a exemplo do uísque. A palavra sake, aliás, refere-se a bebidas alcoólicas em geral, não só ao “vinho de arroz”, e em alguns pontos do arquipélago, no sul especialmente, é sinônimo de shoochuu e não de nihonshu. O shoochuu tem teor alcoólico mais alto (entre 25 e 42%, contra 15% do nihonshu) e é mais seco.
Enquanto a base do nihonshu é o arroz, o shoochuu é produzido também a partir de soba, batata doce (o imo-joshu) e outras matérias-primas. Cada um desses ingredientes, dá à bebida aroma e sabor bastante peculiares, algo semelhante ao que ocorre com o uísque, o destilado escocês cujo sabor depende da região da Escócia onde é produzido. Esse não é o único ponto em comum entre o shoochuu e o scotch, já que o processo de destilação também permite comparações. Dependendo do método pelo qual é destilado, há dois tipos de shoochuu: o otsu-rui e o ko-rui. O ko-rui, que é destilado várias vezes e praticamente não tem cheiro, foi a variedade mais popular durante décadas. Normalmente é sorvido misturado a sucos, chá e bebidas gasosas, caso do coquetel batizado como chu-hai. Já o otsu-rui é produto de uma única destilação, tem cheiro forte e reflete com mais fidelidade as características da matéria-prima da qual é feito, a exemplo do que ocorre com os uísques puro malte. O otsu-rui costuma ser bebido com água e gelo (on the rocks). Talvez por essa afinidade com o uísque, este é o tipo que vem conquistando adeptos.
Um dos motivos para a popularidade recente do shoochuu é a notícia de que ele traria benefícios à circulação sanguínea, ajudando a prevenir doenças como a trombose, por exemplo. A suspeita vem de um estudo, ainda não concluído, feito com estudantes da Faculdade de Medicina de Miyazaki. De acordo com o coordenador do estudo, Hiroyuki Sumi, a bebida é rica em urokinase, uma enzima conhecida pela capacidade de dissolver coágulos do sangue. ou seja, beber é bom mas não combina com feridas e sangramentos. Se é para beber e brigar, bata, não sangre.
Este assunto merece até um brinde. Kanpai! 
Escrito por Anórion Sulin às 01:39
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Mais Mandinga
Atendendo a pedidos vou falar sobre outro bonequinho que a maioria já viu por aí. Na liberdade eles existem aos milhares, nas vitrines das lojinhas. Vamos falar sobre o Daruma!
Daruma é conhecido como o bonequinho dos olhos brancos. Quem não sabe seu significado provavelmente não se interessaria por uma criatura com tal descrição. Porém, é uma boa para quem está querendo passar numa prova, conseguir um bom emprego ou ainda um companheiro(a). Sem braços, sem pernas e ainda, sem olhos. Esse boneco, muito comum em feiras e lojas típicas de souvenir japonês é, a princípio, um pouco assustador. Os bonecos Daruma, são um dos mais conhecidos símbolos da sorte no Japão.
Na verdade, sua aparência um tanto atípica tem uma razão no mínimo curiosa. Originário do sul da Índia, monge Daruma, atravessou a China e após permanecer por longos nove anos em posição de meditação, suas pernas se paralizaram deixando-o impossibilitado de caminhar. Por esse motivo, alguns bonecos Daruma são do tipo joão-bobo. Aliás, é justamente nesta característica que se encontra outro ponto positivo deste boneco. O fato de ele permanecer sempre em pé, por mais que se tente deitá-lo, nos inspira a levantar depois de qualquer um destes baques que a vida nos traz.
Mas porque os olhos não vêm pintados? Essa talvez seja uma pergunta comum a todos que o vêem numa prateleira. Os olhos não são pintados propositalmente, para conceder um desejo àquele que possua um Daruma. A crendice popular diz, que para se fazer um pedido, concentre-se no que se almeja e pinte um dos olhos do Daruma. Deixe-o com apenas um olho até que seu pedido realmente se concretize. Depois da "graça alcançada", dê-lhe a outra pupila, como sinal de agradecimento. Seu Daruma ficará menos medonho e será ao mesmo tempo, uma prova concreta de que você acreditou em seus poderes e de que ele realizou seu pedido.
Ok, ok. Tenho um desses para cada inimigo nosso que enche o nosso 'saquinho'. Já não tenho mais espaço para tanto bonequinho! 
Escrito por Anórion Sulin às 21:29
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Cuide-se Urizen! Lá vamos nós!
Devido ao andamento de nossas aventuras, ultimamente, achei de relevante importância eu postar algo sobre outro costume japonês que nos pode auxiliar contra nossos inimigos. Este post dedico ao companheiro Soren. Que toda sua paranóia nos mantenha vivos. 
Vou falar sobre o Setsubun.A palavra setsubun tem em seu significado, primeiro, a idéia de “despedida da estação do ano”, ou seja, um dia antes da nova estação. Por esse motivo é que o setsubun ocorre, na verdade, quatro vezes ao ano e cada uma com uma denominação específica, que são: risshun (um dia antes da primavera), rikka (um dia antes do verão), shuubun (um dia antes do outono) e rittoo (um dia antes do inverno). Porém hoje em dia, a palavra setsubun está mais intimamente ligada ao dia que antecede a primavera (risshun) - por volta de 4 de fevereiro. É neste dia que se faz o mamemaki (lançamento de grãos de soja) ou mameuchi como também é chamado.
O costume do mamemaki remonta eras atrás, quando, na China, era realizada uma tradicional cerimônia chamada tsuina, para espantar o deus do mal, encarnado na figura do oni (diabo), lançando sobre ele grãos de soja. Acreditava-se que a soja tinha poderes para espantar o deus do mal, que atraía doenças. Por ser a data do antigo tsuina, muito próxima ao atual setsubun, passou-se a fazer o mamemaki na noite que antecede a primavera (risshun). Nas casas, este costume segue até hoje e se dá de uma forma bem divertida: primeiro, escolhe-se alguém para representar o oni. Depois, os grãos de soja são jogados dentro e fora de casa. Quando jogar para fora, deve-se gritar "oni wa soto" (o diabo para fora!). Também pode-se fazer arremessando os grãos em direção ao oni. Quando jogar para dentro de casa, deve se dizer "fuku wa uchi" (a felicidade para dentro!). Depois de lançar todos os grãos, diz a tradição que para se ter um ano de plena saúde, deve-se catá-los para depois cozinhá-los e comer a quantidade de grãos equivalente a sua idade.
Resumindo, recomendo a todo o círculo que comecemos a arremessar grãos de soja no Urizen. Quem sabe ele tenha algum tipo de reação alérgica, ou algo do tipo. Não custa tentar, oras! 
Escrito por Anórion Sulin às 22:02
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Concorrência Pesada
Hoje vou comentar sobre uns deuses inferiores. Eles não são nem celestinos, mas são muito populares no oriente. Dentre eles, existem sete que sempre são retratados juntos. Um tipo de 'círculo' divino. São deuses provenientes de países como Índia e China e religiões diversas como o Taoísmo, Xintoísmo e Budismo. Essa mistura de crenças e culturas está reunida num dos amuletos mais populares no Japão: o shichi huku jin. Ao pé da letra, shichi significa sete, huku, felicidade, sorte e o ideograma com leitura jin, representa Deus. Em português é conhecido como “Os Sete Deuses da Felicidade” ou “Sete Divindades da Boa Sorte”. Em inglês, Seven Lucky Gods.

O grupo dos sete Deuses é representado normalmente sobre um barco, conhecido como takarabune, Barco do Tesouro. (Esses caras são tão 'topetudos' que nos copiaram até nisso, ter círculo com barco próprio é idéia nossa! ) Não se sabe ao certo a origem da representação, mas uma das hipóteses seria originária da China, onde já existia uma história de sete figuras sagradas e o Japão teria simplesmente trazido para o arquipélago e a partir da Era Muromachi (1392-1573) a figura dos Sete Deuses da Felicidade teria se popularizado.
Cada Deus tem sua própria origem, própria história e conseqüentemente sua peculiaridade. Para reconhecê-los, basta identificar alguns pontos que são comuns a qualquer que seja a representação deste 'ilustre' grupo, seja, em estampas em tecido, peças de porcelana ou gesso, etc.
Daikokuten - Representado com o rosto gordinho e trazendo um martelo e um grande saco nas costas. Origem hindu. Deus da Saúde.
Bishamonten - Representado com uma armadura e trazendo na mão esquerda um pagode e na direita uma lança. No Japão é também conhecido como Tamonten. Origem hindu. Deus da Guerra.
Hukurokujyu - Estatura baixa e com cabelos brancos. Carrega uma bengala e um pergaminho. Tem sua origem no taoísmo chinês. Deus da Sorte.
Hoteison - Sorridente, com orelhas grandes e barrigudo, carrega um grande saco e um leque. Origem chinesa. Deus da Satisfação.
Ebisujin - Carrega um grande peixe e uma vara de pescar. Único Deus japonês dos sete. Deus da Fartura na Pesca e Prosperidade nos Negócios.
Benzaiten - Também conhecida como Benten, traz um instrumento semelhante ao bandolim. É a única Deusa do grupo. Origem hindu. Deusa Das Artes, da Música e da Água.
Jyuroujin - Muito parecido com Hukurokujyu, porém com uma longa cabeça e cabelos brancos. Traz um cervo. Deus da Longevidade.
Não liga não pessoal. Eles têm barcos, armas, poderes, súditos e tudo mais. Mas nós temos Sephirots. 
Escrito por Anórion Sulin às 00:12
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Hina Ningyo
Continuando o post anterior, gostaria de comentar
sobre uma peculiaridade da cultura nipônica. Tradicionalmente, no Japão, não
havia um dia das crianças, até a pouco tempo. Sempre houveram dois dias, um dia
dos Meninos (5 de maio) e outro das Meninas (3 de março). E é o dia
das meninas que comentarei agora.
No post anterior comentei sobre a origem das
Hina Ningyo, mas não comentei o que elas são. Pois agora vou
esclarecer. O dia das Meninas é conhecido como Festival das Bonecas, ou Dias das Meninas e ou Dia das Bonecas, pois
neste dia realiza-se o evento tradicional do calendário japonês: o hina
matsuri. Neste dia especial para as meninas, enfeitam-se as casas com
bonecas e as meninas vestem quimonos.
O costume provém de China antiga onde acreditava-se
que o pecado e as mazelas da vida podiam ser transferidos para bonecas e, em
seguida, como ritual para espantar estes males, as bonecas eram lançadas rio
abaixo. Foi a partir do Era Edo (1603-1867) que se iniciaram os
festejos do hina matsuri, como é conhecido atualmente no Japão. Apesar
disso, é possível ver em algumas regiões o ritual tal qual era antes, onde as
pessoas escrevem os problemas em bonecas de papel e as entregam às correntezas
dos rios. Porém, o mais comum hoje em dia é montar um altar com bonecas com
trajes da Era Heian, de mil anos atrás, e enfeitá-lo com flores, doces
e sake. O sake usado é um tipo especial, chamado de shirozake (sake
branco). Os doces são basicamente o hishimochi
(doce de mochi em forma de losângulo, com camadas branca, verdes e cor de rosa)
e o hina
arare.
É preparado um altar é em forma
de escada e em cada degrau são colocados os bonecos que, a princípio, obedecem a
uma ordem pré-estabelecida:
- 1º degrau - o Casal Imperial. Entre os dois, são colocados vasos de flor de
pessegueiro e nas laterais luminárias. Atrás do casal, um biombo dourado.
- 2º degrau devem estar três bonecas que representam as três serviçais
femininas, conhecidas como: san nin kanjo. Entre elas são colocados os
hishimochi, shirozake e hina arare.
- 3º degrau, conjunto de cinco (gonin
bayashi) ou sete músicos (shichi gakujin). Além de tambores e
flautas, em alguns podem ser visto koto (espécie de harpa
japonesa) e biwa
(espécie de bandolim).
- 4º degrau ficam dois ministros da corte, o mais velho à direita e o mais
novo à esquerda. Eles trazem um arco debaixo de um braço e flechas debaixo de
outro.
- 5º degrau, os serviçais masculinos, no meio, um com os sapatos do casal e
nas laterias os outros com sombrinhas.
- 6º degrau, miniaturas de mobilias.
- 7º degrau, miniaturas de kogo e goshoguruma.
- Na extremidade direita, uma árvore de cerejeira e na esquerda, árvore de uma
espécie de tangerina.

Com a falta de espaço e, muitas vezes, por
motivos econômicos, muitas famílias optam por comprar somente os bonecos do
casal imperial (shinnoo
kazari), que também são vendidos nos mais diversos preços, materiais e
tamanhos.
Tudo muito bonitinho de mais, tão bonito que enjoa.
O dia dos Meninos é que é 'daóra', comento ele em outro post. 
Escrito por Anórion Sulin às 16:52
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São Pedro Vs Teru Teru Bouzu
Hoje quero comentar sobre um costume japonês. A época de chuvas já esta acabando, mas sempre que chove e a TV mostra aqueles alagamentos pelo Brasil todo, eu me lembro deste costume secular nipônico. Os japoneses, pricinpalmente as crianças, manufaturam bonequinhos de papel e o penduram nas janelas das casas no intuito de espantar o mal tempo e as chuvas. Esses pequenos bonecos são conhecidos como Teru teru Bouzu.

Não se trata de vodu. Muito menos "trabalho". Mas pode ser interpretado como uma simpatia muito conhecida. Há algumas versões para a origem do boneco. Uma delas diz que desde a Era Heian (794-1184) já se via registros da existência do bonequinho. Mas somente a partir da Era Edo (1603-1867) que ele se tornou um objeto popular. Acredita-se que a origem do Teru teru Bouzu esteja baseada na história de uma outra figura chamada Amagatsu que era usada para livrar as crianças do mal. Desta mesma figura teria se originado não apenas o Teru teru Bouzu, como também o Hina Ningyoo e Kokeshi. O Teru-Teru Boozu pendurado seria uma versão usada para pedir ao deus da colheita que proporcionasse tempo bom para se ter uma boa plantação e conseqüentemente uma boa colheita. Caso a graça fosse alcançada, desenhava-se os olhos do boneco, oferecia-se saquê e jogava-se no rio, o qual acreditava-se ser o caminho para a casa do deus. Eu tenho um jeito mais garantido. Ofereço o sangue dos meus inimigos para o Sol Inconquistado e ele faz o resto. 
Escrito por Anórion Sulin às 19:24
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J-POP - Glay
Vocês já perceberam, não? Vão cansar de ver a temática nipônica aqui neste blog. Mas o que é bom tem que ser comentado. A culpa não é minha, de que a cultura pop japonesa esteja tão em evidência. Minha temporada no arquipélogo oriental me trouxe frutos interessantes, um deles é o gosto pela sua música. A variedade e a qualidade dos grupos e cantores é imensa, por isso levará um tempo para eu comenta-los um por um. Porém, hoje, resolvi começar pelo Glay.

Apesar de jovem o Glay já pode ser considerada uma das veteranas no mercado musical japonês, devido à alta rotatividade dos sucessos. Com certeza está entre as 3 mais importantes bandas de rock local. O grupo é formado por Teru o vocalista, Takuro e Hisashi nas guitarras e Jiro no baixo.
No japão, existe um fenômeno musical denominado 'Visual Bands', que consiste em bandas que baseiam sua popularidade nas performances de palco e visual excêntrico. Por incrível que pareça os grandes nomes do mercado atual derivaram deste nicho, e Glay não é uma exceção. Mas com o tempo eles maneraram na maquiagem e se estabilizaram musicalmente. A sua música é barulhenta e dinâmica mas sem ser pesada. Na verdade, a maioria das músicas é leve, engraçada e quase-pop.
Uma das qualidades da música popular japonesa (J-POP) são os guitarristas. Não conheço outro local onde se concentre tantos guitarristas de qualidade. E o grande atrativo de Glay, realmente, são suas guitarras surpreendentemente melódicas e nostálgicas. Elas evocam o sentimento de liberdade da juventude. (Para aqueles que ficaram curiosos recomendo a música Pure Soul, tem um solo belíssimo) O baixista não fica muito atrás, mesmo com o barulho das guitarras nas músicas mais rápidas dá para se ouvir a base firme do baixo. A voz do Teru não é lá uma 'Brastemp' mas no conjunto da banda ela tem o seu lugar. A maioria das músicas é escrita pelo Takuro, que consegue a perfeita harmonia entre o rock e o pop. A beleza dos solos de guitarra e a melodia bem cadenciada é mesclada com a repetitividade dos refrões pop.
Este ano, o quarteto realizará uma campanha mais intensa em função do 10º aniversário de carreira. Para começar, o novo single do grupo foi lançado no mês passado com nove(!!! ) versões diferentes. Todas trazem como faixas principais duas inéditas, Tenshi no wakemae e Peak hateshinaku soul kagirinaku. Mas cada versão contém mais duas músicas gravadas ao vivo que variam em cada CD. No último dia 16, começaram as vendas do DVD The Complete of THE FRUSTRATED – Recording Documentary & Live. O disco contém bastidores da gravação do último álbum THE FRUSTRATED, imagens da turnê e comentários dos integrantes da banda. Para o show comemorativo dos dez anos de aniversário, GLAY EXPO 2004, eles escolheram, nada mais nada menos do que, o Universal Studio Japan. Neste parque temático, será montado um palco especial no qual a banda deve se apresentar ao ar livre para cerca de 10 mil espectadores. O show está marcado para o dia 31 de julho. Até a próxima. 
Escrito por Anórion Sulin às 16:51
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Ultraman
O Anórionzinho aqui também tem seus heróis. Um dos meus prediletos, sem dúvida, é o Ultraman, o herói extraterrestre caçador de monstros que media 40 metros e pesava 35 mil toneladas(!!! ). E em homenagem a este herói que cativou gerações vou escrever sobre algumas curiosodades a cerca dele.

Ultraman era Membro da Guarda Espacial da Nebulosa M78, um planeta em outra galáxia, o super-herói intergalático tinha, na Terra, a missão de perseguir um monstro malvado, matá-lo e levá-lo a uma tumba espacial. Uma das características mais espantosas do Ultraman era a capacidade de correr pela Terra como um shinkansen (trem-bala), à 450 km/h, e seus saltos alcançavam 800 metros de altura.
Chegando à Terra Ultraman se choca com a nave de Hayata (barabeiragem intergaláctica! ), um dos membros da Patrulha Científica, que morre no acidente. Aflito, Ultraman dá a Hayata parte de sua força vital para ressuscitá-lo – e com ela a capacidade de transformar-se em Ultraman. A parte cômica fica por conta da luz piscante vermelha no meio do seu peito, que servia como medidor de sua energia vital. Por tanto, as transformações de Hayata duravam cerca de três minutos.
Muitos dos fãs simpatizam também com os monstros, que tinham um encanto especial e eram tão populares quanto Ultraman.
A série Ultraman foi produzida pela Tsuburaya Produções, do lendário produtor Eiji Tsuburaya (1901-1970), e transmitida em 1966. O programa teve um total de 39 episódios de meia hora de duração. No último episódio, Ultraman deixa a Terra e várias crianças despedem-se do herói pelas janelas das casas. Posteriormente, a Tsuburaya Produções fez várias séries como Ultra Seven, O Retorno do Ultraman, Ultraman Ace, Ultraman Taro, Ultraman Leo e etc. Os efeitos especiais do programa eram criação de Eiji Tsuburaya. O mestre já trabalhava com maquetes e bombardeios em miniatura em seus filmes de guerra, como o que fez sobre o ataque a Pearl Harbor pelo exército japonês, em 1941. Outra influência na criação de Ultraman foi o filme King Kong, que impressionou bastante Tsuburaya. Depois do fim da Segunda Guerra, em 1945, Tsuburaya foi impedido de trabalhar pelos aliados durante sete anos. Em 1954 ele voltou ao trabalho e fez o megasucesso Godzilla. Em 1963, fundou a produtora Tsuburaya.
Godzilla, ou Gojira no orignal, também é outro seriado marcante. Mas este vai ficar para outro post.
Talvez o que mais nos atraia nos antigos seriados é a facilidade com que podemos diferenciar o bem do mau, o bandido do mocinho, o herói do vilão. A falta disso em nossa vida real é o que nos amedronta e oprimi. Que surjam novos 'Ultramans' para podermos ensinar nossos filhos os conceitos de herói e vilão.
A minha luizinha vermelha já está piscando, por isso devo terminar por aqui. Até a próxima. 
Escrito por Anórion Sulin às 01:22
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O Varal da Sorte

Continuando o assunto sobre a cultura japonesa, vou prosseguir falando sobre a superstição e os templos. Muita gente acha que vir ao Japão e visitar ao menos um templo é o mesmo que não ter conhecido o país. Não é mesmo Lud? (Quantos templos você conheceu? ) Ao chegar em um templo budista, otera (ô-terá), ou xintoísta, jinja (djindja), são muitas as coisas que chamam a atenção. Mas algo é até intrigante para quem vai a um templo pela primeira vez. São os inúmeros papéis dobrados em forma de nó e presos a fios como roupas em um varal ou pendurado em árvores, tomando conta de quase todo o verde da planta.
Esses papéis são conhecidos pelo nome de o-mikuji. Mikuji escreve-se com dois ideogramas: mi (Deus) e kuji (sorteio).
Trata-se de uma loteria de adivinhações. Um tipo bem comum é feito da seguinte forma: de uma lata, retira-se um pauzinho e nele estará registrado um número. De posse desse número, o passo seguinte é ir a uma espécie de cômoda com inúmeras gavetinhas e de lá retirar um papel. Nesse papel vai estar registrada a sorte grande, mas também aspectos da vida, como estudo, negócios, relacionamentos etc.
Além disso, um ideograma (ou dois) resumem se você está com sorte ou não. O melhor é tirar o papelzinho que diz daikichi (daikiti), que representa “sorte grande”. Além deste há os bilhetes, que seguem na ordem decrescente de sorte: chuu-kichi (twu-kiti),sorte e meia, kichi (kiti), sorte, shoo-kichi (choo-kiti), um pouco de sorte, kyoo, azar, daikyoo, muito azar. Quem tira um bilhete agourento prefere deixá-lo dependurado no tal varal ou na árvore, para ser queimado depois. Ingenuidade achar que o seu destino e sorte estão escritos, há tempos, em um pedacino de papel, em uma gaveta empoeirada, em um dentre as centenas de templos espalhados por uma ilhazinha chamada Japão.
Mas eu tirei um DAIKICHI! Mas eu tirei um DAIKICHI! Mas eu tirei um DAIKICHI! 
Escrito por Anórion Sulin às 21:25
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Nô
Há algum tempo eu veho observando um estilo de teatro cultivado no Japão. Ele difere muito do teatro ocidental, e muitos já me perguntaram sobre ele. Então vou tentar explicar, na minha visão. Os detalhes são curiosos e vale a pena saber.
O NÔ é a arte teatral mais antiga do mundo, surgiu no Japão há mais de 600 anos, no século 14, ou seja, a pouco tempo. A sutileza de movimentos é uma característica marcante das interpretações, mas a expressão dos sentimentos é intensa. Contribui para isso o fato de as peças serem uma combinação de dança, teatro, música e poemas líricos.
Essa dramatização carregada parece um paradoxo já que os personagens principais têm de interpretar seu papel com o rosto sob uma máscara que, claro, não pode mudar de expressão. Isso, no entanto, só engradece a atuação. Para passar as emoções, os atores servem-se de recursos sutis como inclinar a cabeça, elevar o olhar ou mover mãos e pés com velocidades diferentes. Ainda que mascarados, os personagens choram, não com lágrimas, mas com gestos. Os atores juntam os dedos, menos o polegar, e os aproximam e afastam do rosto na altura da papada. Os personagens homens fazem o gesto com a mão direita enquanto as mulheres usam a esquerda. Quando querem transmitir uma tristeza profunda, eles usam as duas mãos para repetir o movimento várias vezes.
Grande parte dos protagonistas do teatro Nô são fantasmas que contam suas vidas passadas. Seus sentimentos independem da época ou região onde a história acontece e o ambiente em que o relato se desenvolve sempre está envolto em uma aura de mistério tenebrosa. Um tema recorrente é o rancor de uma mulher abandonada pelo homem por quem é apaixonada – uma mágoa tão grande que não abandona a infeliz nem mesmo depois da morte. No teatro Nô, as mulheres que guardam esse ressentimento no coração levam a máscara de um demônio de chifres e dois dentes salientes na arcada inferior. Essa careta com a testa franzida, músculos faciais contraídos transmite amargura, raiva, rancor e sofrimento. Chamada de hannya em japonês, representa a alma vingativa de uma mulher ciumenta. Quando é essa personagem que entra em cena, os atores elevam o olhar de um jeito desafiante, deixando os dentes ainda mais proeminentes.
O negócio todo pode parecer muito estranho à primeira vista, com atores saltitando e gemendo o tempo todo porém, com certeza, sua beleza é indiscutível. Eu recomendo. É isso aí. Com o passar dos séculos, entre uma chacina e outra, agente acaba aprendendo uma coisa ou outra. 
Escrito por Anórion Sulin às 04:32
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Grand Opening!
É estranho me imaginar aqui diante de uma máquina, com dezenas de botões, escrevendo pensamentos e experiências pessoais para que pessoas totalmente desconhecidas possam lê-las. Mas faço isso com um propósito. Os dias atuais andam conturbados e violentos =), assim espero que consiga transmitir uma visão realista e convincente dos verdadeiros princípios pelos quais devemos viver. Alimento esperanças de que através da grande rede eu possa acabar encontrando e agrupando um bom número de companheiros que nos possa auxiliar na grande luta contra aqueles que usurparam nosso trono e aqueles que tramam contra ele.
Vida longa ao Deus dos Céus. Que suas chamas incinerem nossos inimigos!!!
Escrito por Anórion Sulin às 03:20
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